Amarelinha Química

PROJETO SUBMETIDO AO AIQ 2011

Profa. Dra. Marcia Borin da Cunha Acadêmicos: Renan Buque Pardinho, Vanessa Masteguim da Silva, Mônica Beatriz Layter
Curso de Química Licenciatura Núcleo de Ensino de Ciências de Toledo/NECTO Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Unioeste

AMARELINHA:

A amarelinha é uma brincadeira de rua tradicional e folclórica que está presente de norte a sul do Brasil. Foi trazida pelos portugueses durante a colonização, com o nome de “pular a macaca”. Cada região brasileira adotou características locais, inclusive colocando nomes diferentes. Por exemplo, no Rio Grande do Norte é chamada de Avião, no Rio de Janeiro de Acadêmia, em Pernambuco de Cademia, no Maranhão de Cancão, em Sergipe de Macacão, na Bahia e no Pará é Pular Macaco ou Macaca, em Santa Catarina de Queimada, no Rio Grande do Sul de Sapata, em Minas Gerais de Maré e outros. Mas o nome de “Amarelinha” provém do Francês marelle que, por adaptação popular, foi associada à cor amarela e utilizada no diminutivo “amarelinha” ou “marelinha” e ainda “maré”. Entretanto, a esta simples brincadeira de rua pode ser dado um sentido filosófico, ao qual se atribui uma batalha do bem contra o mal, pois para se chegar ao céu, o participante tem que passar por obstáculos, que na versão clássica do jogo, são sete retângulos desenhados no chão. O vencedor, que consegue vencer as sete casas, pode escrever seu nome no céu.

CONSTRUINDO A AMARELINHA QUÍMICA

1. O CORPO DA AMARELINHA: para desenhar os quadros da amarelinha química, se for possível, utilize a medida das lajotas do próprio piso, por exemplo, um piso com uma lajotas 28×28 cm (como nós realizamos) resultou em um quadrado 60×60 cm, pois foram utilizadas 4 lajotas com um espaçamento de 2 cm entre elas. Para pintura passamos fita crepe nas laterais do quadro, deixando um espaço interno de 2 cm entre uma fita e outra para pintar posteriormente o tracejado do quadro. A pintura pode ser feita com tinta epóxi ou tinta acrílica para uma pintura mais duradoura. Pode-se também utilizar tinta PVA, caso a área seja interna ou se o piso for de cimento. O desenho do corpo da amarelinha pode variar de tamanho, estilo, cor, etc. de acordo com o local e a cultura regional. A regra geral é que esta deve ser composta por quadros ou retângulos de igual tamanho posicionados em seqüência simples ou duplos.

Renan e Vanessa construindo o corpo da amarelinha

2. OS SÍMBOLOS DOS ELEMENTOS: os símbolos dos elementos químicos são desenhados no interior de cada quadro. A escolha dos símbolos é aleatória, podendo variar de uma amarelinha para outra. Para o desenho das letras utilizamos a mesma técnica de contorno com fita crepe utilizada para construir os quadros da amarelinha. Feito o desenho de cada símbolo com régua e giz e seu contorno com a fita crepe, fizemos a pintura do espaço interno. A amarelinha também poderá ser construída para fins didáticos, ou seja, se um professor desejar poderá utilizá-la como um recurso lúdico para que seus alunos identifiquem os símbolos dos elementos químicos. Neste caso pode-se desenhar o corpo da amarelinha no chão e escrever os símbolos com giz de modo que estes possam ser facilmente apagados e substituídos por outros. Assim um maior número de elementos pode ser trabalhado em curtos períodos de tempo. Uma sugestão, neste caso, pode ser a troca semanal dos símbolos.

Renan, Vanessa e Mônica desenhando os símbolos da amarelinha química

3. A AMARELINHA: Após a secagem da tinta e, passadas duas demão, retiramos as fitas crepes que foram utilizadas para contornar a pintura. O resultado final da amarelinha química pode ser observado na foto abaixo.

4. PULANDO AMARELINHA QUÍMICA: para brincar na amarelinha química fizemos dois saquinhos de mapa com enchimento de areia. Cada jogador inicia – na nossa amarelinha – pelo hidrogênio (1). Joga o saquinho de areia na casa inicial, fala o nome do elemento químico e cita uma característica do elemento (tipo estado físico, posição na tabela periódica, número atômico, distribuição eletrônica, etc.). Cada grupo de jogadores pode estipular suas regras próprias, dependendo do nível de conhecimento de cada um. Como brincar de amarelinha não tem idade podemos fazer esta brincadeira com crianças inserindo, assim elas no contexto da linguagem química. No caso das crianças, os adultos podem ajudá-las dizendo o nome dos elementos.
Acertando o nome do elemento e uma característica, o jogador pode seguir o caminho, pegando o saquinho de areia no final de cada percurso. Não “queimando” as linhas, acertando os quadros, o nome e características dos elementos químicos, o jogador vai seguindo seu percurso até o momento em que comete um erro. Ao cometer um erro, o jogador passa a oportunidade de jogo ao seu oponente.
Ganha o jogo quem completar primeiro o percurso completo.

 

Fabiane e Luciana: acadêmicas do curso de Química na disputa da amarelinha.

Renan acadêmico do curso de Química e Elaine acadêmica do curso de Serviço Social no jogo.

2011 Ano Internacional da Química

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